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A Noruega dispara na corrida dos veículos elétricos. A intervenção dos EUA na Venezuela em detalhes
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Notícia
Noruega encerrou 2025 com 96% das vendas de carros novos sendo elétricos

Foto: Mobility Portal Europe
Ao final de 2025, a Noruega registrou que 95,9% dos carros novos vendidos no país foram elétricos (BEVs). Em dezembro, esse número chegou a 97,6%, segundo dados do Conselho de Informação de Tráfego Rodoviário (OFV). A participação combinada de veículos a gasolina e diesel foi de apenas 1,3%, tornando o motor de combustão interna praticamente irrelevante no mercado de carros novos.
O objetivo definido pelo Parlamento norueguês em 2017 previa que, a partir de 2025, todos os novos veículos vendidos deveriam ser de emissão zero. Embora não houvesse proibição legal, a meta foi atingida por meio de políticas fiscais e regulatórias consistentes ao longo de décadas.
Fatores econômicos e fiscais influenciaram a antecipação do compras
O mês de dezembro registrou uma concentração anormal de vendas, resultado da antecipação de mudanças fiscais previstas para 2026. A principal alteração foi a redução da faixa de isenção de IVA de 500.000 NOK para 300.000 NOK. Essa mudança aumentou o preço final de veículos elétricos de médio e alto padrão em cerca de 50.000 NOK.
A medida resultou na transferência da demanda do primeiro trimestre de 2026 para o último trimestre de 2025, distorcendo parcialmente os dados de dezembro. A análise do comportamento dos consumidores indica que a decisão de compra foi influenciada principalmente por fatores econômicos e não ideológicos.
Tesla manteve a liderança; marcas chinesas ampliaram suas participações
Mais uma vez, a Tesla foi a montadora com maior participação de mercado pelo quinto ano consecutivo, com 19,1% das vendas. O modelo Model Y foi o carro mais vendido no país em 2025. A Volkswagen e a Volvo ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Marcas chinesas como BYD, MG e Xpeng aumentaram sua participação de mercado para 13,7%, beneficiadas pela ausência de tarifas de importação. A Noruega, por não integrar a união aduaneira da União Europeia para automóveis, manteve um mercado mais aberto para esses fabricantes.
Política fiscal e incentivos moldaram o cenário atual
Desde os anos 1990, a Noruega vem implementando incentivos fiscais para veículos elétricos. Esses incentivos incluíram:
Isenção de impostos de importação e compra.
Isenção de IVA de 25%.
Benefícios operacionais, como acesso a faixas exclusivas, estacionamento gratuito ou reduzido e isenção de pedágios.
A partir de 2023, o governo iniciou a redução gradual desses subsídios. Em 2026, foram implementadas medidas como:
Redução da isenção de IVA para os primeiros 300.000 NOK.
Introdução de imposto sobre o peso dos veículos elétricos.
Cobrança integral do imposto de circulação anual.
O objetivo dessas mudanças é recuperar receitas fiscais perdidas, estimadas em 50 bilhões de NOK por ano, e evitar distorções regressivas no sistema tributário.
Frota nacional já reflete a mudança estrutural
Em dezembro de 2025, a frota de veículos elétricos superou pela primeira vez a frota de veículos a diesel na Noruega:
Veículos elétricos: 31,78% da frota.
Veículos a diesel: 31,76%.
Veículos a gasolina: 23,9%.
A taxa de renovação da frota, estimada entre 5% e 7% ao ano. Isso indica que a participação dos veículos elétricos continuará crescendo, e a tendência aponta para uma substituição progressiva dos veículos a combustão.
Infraestrutura de carregamento atende à nova demanda
A Noruega possui mais de 10.000 carregadores rápidos (DC). O país apresenta a maior densidade de carregadores públicos da Europa, com mais de 400 por 100 mil habitantes. Cerca de 90% dos carregadores rápidos operam com potências de 150 kW ou mais.
A expansão da infraestrutura eliminou gargalos logísticos em períodos de alta demanda. Além disso, a legislação que garante o direito ao carregamento em edifícios residenciais multifamiliares facilitou a instalação de carregadores domésticos, responsáveis pela maior parte dos carregamentos.
Consumo de combustíveis fósseis segue em queda
Entre 2021 e 2024, o consumo de gasolina e diesel na Noruega caiu cerca de 12%, com uma redução adicional de 6,47% entre 2023 e 2024. A eletrificação da frota está diretamente relacionada a essa queda, segundo dados da Statistics Norway (SSB).
A rede elétrica nacional, abastecida quase exclusivamente por energia hidrelétrica, suportou o aumento da demanda sem instabilidades. A próxima fase de desafio técnico será a eletrificação do transporte pesado.
Estrutura política viabilizou estabilidade regulatória
O sucesso da transição energética norueguesa está relacionado à consistência das políticas públicas, implementadas de forma estável por diferentes governos ao longo de décadas. O apoio político à eletrificação foi mantido mesmo em contextos de alternância partidária.
A ausência de uma indústria automotiva doméstica também contribuiu para a ausência de pressões contrárias ao processo. Além disso, a disponibilidade de energia renovável em grande escala tornou a eletrificação uma política defensável do ponto de vista econômico e estratégico.
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A intervenção dos EUA na Venezuela: recursos, poder e consequências reais.
A disputa entre os Estados Unidos e a Venezuela envolve fatores estruturais e não pode ser tratada como um conflito isolado. O foco está no controle das maiores reservas de petróleo do planeta, localizadas na Faixa do Orinoco, região estratégica para o abastecimento energético global.
Nos últimos anos, sanções econômicas e intervenções indiretas criaram um cenário de colapso produtivo na Venezuela. A redução da produção interna, a deterioração da infraestrutura e a escassez de insumos básicos são consequências diretas desse processo.
Ao mesmo tempo, empresas norte-americanas continuam tendo acesso ao petróleo venezuelano, mesmo sob bloqueios declarados. Isso evidencia contradições entre a retórica política e os interesses econômicos.
A crise também tem efeitos ambientais significativos. A utilização crescente de rotas clandestinas e embarcações antigas para transporte de petróleo eleva o risco de desastres ecológicos na região do Caribe. Além disso, o avanço da mineração em áreas florestais está agravando a destruição de ecossistemas sensíveis.
Essa combinação de interesses geopolíticos, econômicos e ambientais cria um cenário de instabilidade duradoura, com impacto direto no Brasil, que tem sido destino de milhares de migrantes venezuelanos nos últimos anos.
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