A realidade da sustentabilidade corporativa

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Vídeo

A verdade sujada sustentabilidade corporativa

Nos últimos anos, a área de sustentabilidade corporativa ganhou destaque em discursos empresariais, relatórios ESG e campanhas de marketing verde. A promessa é clara: integrar responsabilidade ambiental e social à lógica de negócio. Mas, na prática, o cenário é mais contraditório do que parece à primeira vista.

O papel do profissional de sustentabilidade não é o de um ativista ambiental agindo livremente por uma causa. Ele atua, quase sempre, como um técnico encarregado de gerenciar as contradições do próprio sistema econômico que impulsiona a crise ecológica. Isso significa operar dentro das exigências do lucro e da lógica corporativa, traduzindo impactos ambientais em relatórios financeiros, planilhas de carbono e métricas de eficiência.

Não se trata de salvar o planeta, mas de mitigar riscos

A base do trabalho envolve justificar ações ambientais com argumentos econômicos, como retorno sobre investimento, proteção de reputação e redução de passivos regulatórios. O resultado é uma distância crescente entre o discurso e a ação concreta.

E isso gera uma dissonância: enquanto se busca eficiência, o impacto ambiental total continua a crescer. Reduzir a gramatura de uma embalagem ou adotar LED nos galpões não interrompe a lógica de expansão contínua de consumo e produção.

A boa vontade não basta. É preciso técnica

Em vez de romantizar a profissão, é necessário encarar o que ela é: um trabalho altamente técnico, político e muitas vezes solitário. Uma profissão que opera nas contradições do sistema, buscando pequenos avanços possíveis diante de grandes limitações estruturais.

Um campo que exige conhecimento profundo, ferramentas específicas, domínio regulatório e capacidade de argumentação baseada em dados. Mas, sem isso, o profissional é facilmente ignorado ou neutralizado.

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Notícia

Retrofit em Londres reduz carbono e transforma edifício antigo em modelo de habitação circular

Imagem: Gilbert McCarragher

Localizado em Londres, mais especificamente na 155 Drummond Street, um edifício da década de 80 feito de tijolos vermelhos recentemente passou por uma transformação completa. O projeto, nomeado de Trace, foi idealizado pelo escritório francês Bureau de Change e realizado para a incorporadora HGG London. Em vez de demolir, a equipe optou por reaproveitar a estrutura original, direcionando a proposta para criar habitações modernas com baixo impacto ambiental.

Reaproveitamento de materiais reduz emissões

Pelo fato do projeto evitar a demolição total, a emissão de carbono que ocorreria com a construção de um novo edifício foi reduzida. Sua fachada foi desmontada com cuidado, os tijolos e a argamassa foram triturados e utilizados para produzir novos painéis de concreto reforçado com fibra de vidro (GRC). Estes painéis agora revestem o “novo” prédio, e os restos de tijolo dão cor à construção, dessa forma, eliminando a necessidade de pigmento químico.

Projeto combina arquitetura e eficiência

A configuração interna também sofreu alterações, agora ela é composta por cinco unidades residenciais, sendo elas, três apartamentos que ocupam os andares antigos, e dois duplex que foram construídos acima da estrutura já existente. Enquanto a planta escalonada melhora a ventilação e a entrada de luz natural, as varandas ajudam a manter o conforto térmico, podendo ser usadas o ano todo.

A extensão vertical só foi possível graças ao GRC (fibra de vidro) ser leve, e isso ajudou a evitar reforços estruturais complexos. A nova fachada segue um sistema de painéis moldados à mão, criando sombras e textura, respeitando o ritmo da rua.

Um modelo técnico de economia circular

O projeto Trace demonstra que é possível aplicar princípios da economia circular na prática. A retenção da estrutura reduziu o uso de concreto novo, a mineração urbana evitou o envio de entulho para aterros, e a fabricação local dos painéis diminuiu o transporte de materiais.

Devido o processo de retrofit respeitar as regras de planejamento da cidade, ele foi aprovado mesmo em uma área com forte controle urbano. Isso mostra que novas soluções sustentáveis podem funcionar em lugares densos e históricos.

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