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As fachadas com plantas são solução ou ilusão?

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Fachadas de prédios com plantas: uma solução real ou apenas uma ilusão sustentável?

Foto: Vivek Muthuramalingam/Arch Daily

Muito provável que você já tenha visto prédios com plantas na fachada. Eles chamam a atenção. Parecem modernos, sustentáveis e cheios de benefícios. Mas será que isso realmente funciona? Ou é só mais uma tendência que parece boa, mas que tem muitos problemas?

Esse tipo de projeto tem crescido nos últimos anos. Ele tenta trazer a natureza de volta para as cidades. Depois de décadas usando só concreto, vidro e aço, estamos vendo uma mudança.

Mas colocar plantas nas fachadas não é simples. E nem sempre é sustentável.

O problema por trás da estética

Existem diferentes formas de colocar vegetação em prédios. Algumas são simples, como trepadeiras. Outras são mais complexas, como paredes verdes com irrigação automatizada. Mas a mais ambiciosa delas é a floresta vertical. Nela, árvores de verdade crescem em varandas projetadas para isso.

Essa ideia parece revolucionária. Mas exige muito mais estrutura, manutenção constante, consumo de energia e materiais com alta emissão de carbono. A construção precisa ser reforçada. O custo é alto, a manutenção precisa de especialistas, e ainda há riscos de queda de galhos, pragas, incêndios e falhas técnicas.

Vale a pena?

Em alguns casos, sim. Em outros, não. O impacto real vai depender do projeto, do clima local, da escolha das espécies, da estrutura e de como tudo será cuidado ao longo dos anos.

Essa prática também levanta outras questões. Como o impacto ambiental da construção, o custo de manter essas plantas vivas, e o risco de transformar natureza em algo elitista.

Quer entender os diferentes tipos de fachadas verdes, seus custos, riscos e benefícios?

Assista nosso vídeo completo sobre o assunto e entenda com detalhes se as florestas verticais realmente funcionam ou são apenas um golpe!

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O que sustenta as cidades também destrói os rios!

Foto: Edilson Omena/Tribuna Hoje

A areia é um insumo essencial para a construção civil. Ela está no concreto armado que sustenta prédios, estradas e infraestrutura urbana.

O Brasil consome milhões de toneladas de areia por ano. Mas grande parte desse material vem da ilegalidade. Segundo dados da Agência Brasil, 58% da areia extraída no país em 2023 não seguiu a lei.

A extração ilegal virou regra, não exceção

Essa areia é retirada sem licenças, sem controle ambiental e sem respeito às áreas protegidas. O mercado ilegal movimenta até R$ 20 bilhões por ano.

Em vez de ser um desvio isolado, essa atividade já faz parte da estrutura do setor da construção civil. E isso acontece em várias regiões do país, com diferentes estratégias:

  • No Rio de Janeiro, milícias controlam áreas de extração e usam violência para manter o negócio;

  • Em São Paulo, empresas usam fraudes em documentos para legalizar cargas ilegais;

  • No Nordeste, a areia é retirada de dunas e restingas, ecossistemas frágeis que protegem a costa.

O impacto vai além do meio ambiente

A drenagem ilegal dos rios afeta o solo, os lençóis freáticos e a qualidade da água. Pode causar erosões, enchentes e até o desabamento de pontes.

A retirada de areia também aumenta a turbidez dos rios, o que impede a entrada de luz e afeta a via aquática. Isso reduz a pesca e compromete a subsistência de comunidades ribeirinhas.

Além disso, há trabalho em condições análogas à escravidão. Muitos trabalhadores vivem sem saneamento, água potável e em barracos improvisados.

O Estado não consegue fiscalizar

A Agência Nacional de Mineração (ANM) tem cortes de orçamento e equipes reduzidas. Em 2024 e 2025, várias fiscalizações foram suspensas por falta de recursos.

Isso significa que muitas áreas de extração operam sem qualquer fiscalização. E, com a areia ilegal sendo vendida com nota fiscal “esquentada”, é quase impossível distinguir o produto irregular do legal.

O problema estrutural

A areia ilegal reduz artificialmente o custo da construção. Isso favorece obras públicas e privadas, sem que os consumidores saibam de onde veio o material.

Ela funciona como uma base oculta do desenvolvimento urbano atual. Mas essa base é instável. E ela já ameaça a segurança ambiental e urbana do país.

Quer entender como a máfia da areia opera no Brasil?

Assista ao nosso vídeo completo sobre o assunto para conhecer os impactos e os mecanismos por trás desse mercado ilegal!

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