- UGREEN Brasil
- Posts
- Como o concreto moldou as cidades e agravou a crise ambiental
Como o concreto moldou as cidades e agravou a crise ambiental
Sua UGREEN News está no ar!
Vídeo
Como o concreto moldou as cidades e agravou a crise ambiental

O concreto está por todas as partes nas cidades, em prédios, pontes, estradas, barragens, calçadas, monumentos e entre diversas outras construções. Mas esse domínio tem um custo alto que quase nunca aparece na conta final.
Para produzir concreto, o mundo consome quantias gigantes de areia, calcário e energia. A extração destes materiais ocorre de forma muito acelerada, fazendo com que a natureza não tenha tempo para repor, resultando na destruição de rios, deltas, áreas costeiras e terras agrícolas. Em muitos lugares, a mineração de areia já causa erosão, falta de água e perda de solo produtivo.
Ao mesmo tempo, o concreto é barato, pois recebe subsídios e não paga pelos danos ambientais que causa, resultando em um sistema que transforma excesso de dinheiro em prédios e obras, enquanto transfere os custos para a sociedade na forma de crise climática, problemas de saúde e destruição de ecossistemas.
Esse mercado também é concentrado. Poucas empresas controlam grande parte da produção, influenciam regras, formam cartéis e, em alguns casos, se ligam a conflitos e crimes ligados à extração de recursos.
Quer se aprofundar no tema?
Assista ao vídeo completo e entenda como esse modelo funciona, quais danos ele causa e por que é tão difícil sair dessa dependência.
UGREEN
Uma semana diferente está chegando ao UGREEN Pass
Vou ser direto. Sustentabilidade no mundo real dá trabalho. Tem método, tem decisão difícil, tem planilha, tem projeto que não fecha e tem cliente que pergunta “mas isso paga a conta?”. Se você já passou por isso, provavelmente o UGREEN Pass faz sentido pra você.
Entre 9 e 13 de março vamos abrir a Semana Especial do UGREEN Pass. É uma janela curta. Vai ter uma condição bem fora do normal para entrar no ecossistema. Não é daquelas “promoções de sempre”. É um momento específico para quem estava esperando a hora certa.
Mas antes de falar de desconto, faz mais sentido você olhar o que tem dentro.
O UGREEN Pass não é um curso isolado. É um conjunto de escolas, cursos, ferramentas, certificados e uma comunidade que gira em torno de uma pergunta bem simples: como aplicar sustentabilidade sem teatro e sem greenwashing.
Tem gente que entra achando que é só mais conteúdo online. E sai com método, repertório e decisão melhor na mesa. Tem também quem olhe e pense “isso é mais profundo do que eu preciso agora”. E está tudo bem. O Pass não é para todo mundo mesmo.
Aliás, isso é até um bom sinal.
Se você quiser, entra aqui e dá uma volta por dentro. Vê as escolas, os temas, o tipo de abordagem e decide se isso conversa com o seu momento profissional.
👉 Clique aqui para conhecer o UGREEN Pass:
Nos próximos dias eu te explico melhor como vai funcionar a Semana Especial. Por enquanto, a ideia é simples. Olha com calma. Entende o que é. Porque quando a janela abrir, ela não fica aberta muito tempo.
Notícia
Arquitetura sustentável global em 2026: o que mudou de verdade

Em 2026, sustentabilidade na arquitetura deixou de ser “boa prática” e virou exigência de mercado. A mudança veio por três pressões ao mesmo tempo: eventos climáticos mais caros, leis que limitam carbono e ferramentas digitais que aceleram decisões. O resultado é simples: projeto agora precisa provar desempenho, não só prometer.
Madeira engenheirada virou alternativa estrutural real
Códigos em partes da Europa, América do Norte e Oceania passaram a aceitar edifícios de madeira de até 18 andares. O foco não é madeira leve, e sim mass timber:
CLT: painéis colados em camadas cruzadas para lajes e paredes.
Glulam: vigas e pilares colados para grandes vãos.
DLT: destaque de 2026 por um motivo objetivo: não usa cola nem metal. As peças travam com cavilhas de madeira que expandem por diferença de umidade, formando encaixe por fricção. Isso facilita usinagem CNC, integração de instalações e melhora a circularidade no fim da vida.
Por que isso acelerou? O texto liga a madeira também ao manejo florestal em áreas de mega-incêndios: retirar madeira fina que vira “combustível” e travar o carbono em edifícios por décadas.
Carbono incorporado saiu do “relatório” e entrou na lei
O setor já melhorou muito o carbono operacional (energia de uso). Em 2026, o gargalo vira carbono incorporado: emissões de extração, fabricação (A1–A3), transporte, obra e fim de vida. A virada é prática: limite por m² com teto legal.
Dinamarca: LCA obrigatória desde 2023 e endurecimento em 2025–2026 para teto médio de 7,1 kg CO₂e/m²/ano, com:
limites por tipologia,
limite separado para canteiro (A4–A5) de 1,5 kg CO₂e/m²/ano,
incentivo forte ao reuso: material reciclado/reutilizado pode entrar como impacto zero na LCA.
União Europeia (EPBD): transposição até maio de 2026 e cronograma que coloca Whole-Life Carbon (WLC) no licenciamento, conectando carbono a risco imobiliário (financiamento e seguro).
Austrália: estratégia nacional para upfront carbon (A1–A5) com padronização via NABERS e pressão por EPDs em materiais estruturais.
Taipa de pilão voltou, mas com regra: sem cimento
A tendência de 2026 é a taipa não estabilizada. O motivo é técnico: adicionar cimento transforma a terra em compósito difícil de reintegrar ao ambiente e eleva o carbono. Quando a obra usa solo do próprio terreno, cai transporte e cai carbono. Além disso, a taipa entra como solução de massa térmica, reduzindo pico de calor interno e dependência de ar-condicionado em climas críticos.
IA + BIM viraram ferramenta de redução de material
O texto descreve IA no BIM como motor de decisão, não “render”:
gerar e testar volumetrias para luz natural, sombra e ventilação,
otimizar estruturas para tirar excesso de material e reduzir 20–40% de consumo em alguns cenários,
operar edifícios com gêmeos digitais e sensores para cortar energia sem perder conforto.
Mas aparece o conflito: IA consome energia e água em data centers. A resposta de 2026 é exigir “IA sustentável”: modelos menores e mais específicos, com menos custo computacional.
“Verde” agora precisa ser resiliente a desastre
A agenda se fundiu: se o prédio não sobrevive a enchente, fogo ou vento extremo, o carbono incorporado vira perda total e a reconstrução repete emissões. Por isso, entram critérios de resiliência no pacote “verde”, com exemplos do texto:
regras para áreas de interface urbano-florestal (WUI) e Zone Zero (faixa limpa junto à casa para reduzir ignição),
infraestrutura costeira com Soluções Baseadas na Natureza (NbS), como parques e bermas que protegem e funcionam no dia a dia (ex.: Big U em Nova York).
O quadro de 2026
A arquitetura sustentável virou uma combinação obrigatória de materiais de baixo carbono (madeira/terra), contabilidade legal de carbono (LCA/WLC), projeto orientado por simulação (IA+BIM) e resiliência a desastre. O setor está saindo do “selo voluntário” e entrando na lógica de licenciamento, seguro e financiamento.
UGREEN
Interiores não são decoração. São sistemas!
Você já reparou que um projeto de interiores decide muito mais do que a cor da parede?
Ele decide quanto material entra, quanto resíduo sai, o que as pessoas respiram e quanto isso vai custar ao longo do tempo. Mesmo assim, o mercado ainda trata interiores como se fosse só acabamento. Spoiler educado: não é.
Interiores são sistema. São camadas, materiais, emissões, manutenção, substituição, risco técnico. É onde mora uma parte enorme do impacto ambiental e dos custos invisíveis de um edifício. E também onde muita decisão ainda é tomada no “sempre foi assim”, que, convenhamos, raramente é um critério técnico.
O curso Interiores Sustentáveis: do Estético ao Sistêmico nasce justamente desse incômodo. Ele não é sobre tendências, nem sobre repertório visual, nem sobre “sensação de aconchego”. É sobre decidir melhor: com dados, método e critérios que aguentam ser defendidos numa reunião de obra, e não só num moodboard bonito.
E vale ser honesto: não é um curso pra todo mundo. É pra quem já entendeu que projetar e especificar é assumir responsabilidade técnica, ambiental e econômica.
Se isso faz sentido pra você, talvez valha a pena olhar com calma o que preparamos.
As aulas começam dia 6 de abril.
👉 Saiba mais e veja se esse curso é pra você:
Reply