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Dinheiro público financia o museu do sertanejo em Goiânia

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Dinheiro público financia o museu do sertanejo em Goiânia

Imagem: Compre Rural

A prefeitura de Goiânia quer construir um complexo da música sertaneja de R$ 60 milhões. O projeto inclui museu, arena, estúdios, áreas de eventos e exposições imersivas, e a promessa é transformar a cidade na “Nashville brasileira”

Além de ser uma obra cultural, é também um projeto político, que mostra quem tem poder e qual cultura vai ocupar o espaço público. O foco não é a música caipira que nasceu da vida no campo, nem a história do trabalhador rural, é, na verdade, a versão moderna do sertanejo ligada ao agronegócio, ao consumo e à imagem de sucesso.

A construção vira uma mercadoria em forma de edificação, porém, esconde conflitos por terra, uso de agrotóxicos e desigualdade no campo. Em vez de memória crítica, o projeto propõe um “hall da fama” com artistas que já dominam o mercado. Fica bem claro que isso não é um museu, e sim uma gigantesca vitrine.

O desenho do prédio também segue essa lógica, primeiro vem a imagem para viralizar, depois se pensa na cidade. A proposta usa aço escuro em uma cidade quente como Goiânia, aumentando o calor, o gasto energético e o custo da operação, e quem paga é o contribuinte.

O dinheiro público entra pesado, lei de incentivo, emendas, fundos e financiamento estatal. Enquanto isso, o sertanejo é o setor mais lucrativo da música do país, e enquanto os custos ficam socializados, os lucros ficam concentrados.

No fundo, o projeto transforma cultura em ativo econômico e espaço público em apoio ao mercado.

Se interessou pelo tema?

Assista ao vídeo e entenda o que está por trás do “museu do sertanejo” de Goiânia.

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Começou. E este é o melhor momento da semana.

Só passando para avisar o óbvio que muita gente ignora: a Semana Especial do UGREEN Pass começou hoje.

E, como eu tinha te contado antes, o melhor momento da semana é agora. Não é força de expressão. A lógica é simples. Quem entra no começo, entra na melhor condição. Ao longo dos próximos dias, isso vai mudando.

Se você já deu uma olhada por dentro, já viu as escolas, os temas, a abordagem e o tipo de profundidade do Pass, então não tem muito mistério aqui. É o mesmo ecossistema. O que muda é a porta de entrada.

O UGREEN Pass continua sendo o que sempre foi. Um conjunto de cursos, ferramentas, certificados e uma comunidade focada em aplicar sustentabilidade no mundo real. Em projeto, em empresa, em decisão que precisa fechar. Não é conteúdo para passar o tempo. É estrutura para trabalhar melhor.

Tem gente que espera até o último dia e depois reclama que “não era tão bom quanto no começo”. Não seja essa pessoa. Se você já decidiu que isso faz sentido para o seu momento profissional, o dia é hoje.

Entra, garante sua vaga e aproveita a melhor condição da semana.

👉 Acesse agora o UGREEN Pass:

Na quinta eu te aviso que a semana está acabando. Mas aí, como você já imagina, não vai ser mais a mesma condição.

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Por que tantas casas novas já nascem erradas no Brasil?

Imagem: CBIC

Grande parte das moradias novas no país falha no que deveria ser básico: proteger do calor, da umidade e da falta de luz. Resultando em quartos que acumulam mofo, salas que viram estufas à tarde e contas de energia que sobem porque o ar-condicionado virou item de sobrevivência. São sintomas de um padrão de projeto que ignora clima, orientação solar e ventilação.

Casas mal orientadas, sem sombreamento e sem ventilação cruzada aumentam o estresse térmico, favorecem doenças respiratórias e pioram a saúde de seus moradores. Esse impacto pesa mais sobre quem tem menos renda, porque essas pessoas gastam mais com energia, têm menos condições de reformar e dependem mais do sistema público de saúde.

Essa lógica não nasce do acaso, ela vem de um modelo de produção que prioriza custo imediato e velocidade de renda, mesmo que isso gere gastos permanentes para quem compra. Resultando em uma moradia que custa pouco para quem constrói, e caro para quem vive nela, todos os meses, por muitos anos.

Além do impacto na saúde, esse modelo cria um problema econômico permanente. Moradias ineficientes empurram famílias para a chamada pobreza energética, onde uma parte crescente da renda é usada apenas para tentar tornar a casa habitável, seja com ar-condicionado, ventiladores ou reformas corretivas.

Ao mesmo tempo, soluções simples e conhecidas seguem sendo ignoradas, como orientação solar adequada, ventilação cruzada e estratégias de sombreamento. O feito prático é a repetição em escala de erros de projeto que transformam a casa em um custo fixo alto e evitável ao longo de toda a vida útil da edificação.

Se interessou pelo assunto?

Assista ao vídeo completo sobre o tema e entenda por que tantas moradias no Brasil já nascem obsoletas e como esse modelo foi construído!

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O maior lixo da construção vem dos interiores

Quando se fala em resíduos da construção, muita gente imagina demolição, entulho pesado e obra grande. Mas, na prática, boa parte do lixo vem de outro lugar. Vem de reformas, trocas de acabamento, móveis descartados e interiores refeitos antes mesmo de envelhecer direito.

Interiores são a parte do edifício que mais muda, mais rápido e com menos critério. Troca porque cansou, porque saiu de moda, porque o material não aguentou, porque era mais barato refazer do que consertar. O resultado é simples de ver e difícil de justificar.

Isso não é só um problema ambiental. É um problema de projeto.

Decidir como algo é fixado, montado, mantido e substituído define se aquele espaço vai durar, se vai gerar menos resíduo e se vai custar menos ao longo do tempo. Circularidade, durabilidade e retrofit não são conceitos abstratos. São escolhas bem concretas no desenho e na especificação.

O curso Interiores Sustentáveis: do Estético ao Sistêmico entra exatamente aí. Não pra prometer “impacto zero”, mas pra ensinar a reduzir desperdício, retrabalho e descarte com decisões melhores desde o projeto.

E sendo bem direto, isso não interessa a quem só quer trocar acabamento. Interessa a quem quer projetar pensando no tempo, no uso e nas consequências.

Se isso faz sentido pra você, vale olhar com calma.

As aulas começam dia 6 de abril.

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