E o acordo Mercosul-União Europeia?

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Acordo Mercosul-União Europeia foi assinado. E agora?

Foto: Ricardo Stuckert

No dia 17 de janeiro, o Acordo de Associação entre o Mercosul e a União Europeia foi oficialmente assinado no Paraguai. Apesar da importância histórica do tratado, o debate público sobre suas implicações tem sido superficial, quando não completamente ausente.

Enquanto os comunicados oficiais falam em oportunidade, integração e crescimento, uma análise mais atenta revela riscos significativos para a indústria nacional, a soberania regulatória do Brasil e a sustentabilidade no longo prazo.

O acordo consolida uma relação assimétrica entre blocos econômicos. O Mercosul (especialmente o Brasil) tende a permanecer como fornecedor de matérias-primas, sem mecanismos sólidos que incentivem autonomia industrial ou tecnológica. A abertura de mercado é ampla para produtos e serviços europeus, mas limitada e controlada quando se trata dos produtos sul-americanos.

Além disso, cláusulas de propriedade intelectual e regras ambientais, redigidas sob parâmetros europeus, podem funcionar como barreiras para pequenos produtores, impactar o acesso a medicamentos genéricos no país e restringir o uso das compras públicas como ferramenta de desenvolvimento local.

O que está em jogo não é apenas comércio mas o modelo de desenvolvimento que o Brasil quer seguir

Quer se aprofundar no tema?

Confira a análise completa no vídeo e entenda os principais pontos do acordo e seus possíveis impactos nas dimensões econômica, social e ambiental.

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Notícia

New Tashkent: a nova capital que Uzbequistão quer construir

Imagem: ArchDaily/Cross Works

O Uzbequistão está passando por uma mudança drástica em seu modelo econômico e urbano. O país começa a deixar para trás a estrutura herdada do período pós-soviético e avança rumo a uma agenda de abertura e modernização sob o governo do atual presidente, Shavkat Mirziyoyev.

No centro dessa estratégia está o projeto New Tashkent (Yangi Toshkent). A proposta é ampliar a capital para receber 2,5 milhões de novos habitantes em uma área de 25.000 hectares. Trata-se de um dos maiores projetos urbanos em curso na Ásia Central atualmente.

A diferença em relação ao passado é o método. New Tashkent não nasce como um crescimento improvisado da cidade existente. O projeto foi desenhado como um sistema integrado, com regras próprias de planejamento, gestão e operação.

O plano diretor foi desenvolvido pela empresa britânica Cross Works e segue diretrizes formais de sustentabilidade. A cidade será regulada pelo chamado Código de Tashkent, um conjunto de normas urbanas criado especificamente para o projeto. Além disso, sua gestão será apoiada por um Gêmeo Digital, que permite simular créditos urbanos, fluxos, consumo de recursos e impactos ambientais antes da tomada de decisão.

No desenho urbano, o projeto busca conciliar dois mundos. De um lado, a estrutura social tradicional do Uzbequistão, baseada na mahalla, que organiza a vida comunitária em pequenos núcleos. De outro, conceitos urbanos contemporâneos, como a cidade de 15 minutos e a priorização da mobilidade ativa.

Mas o projeto enfrenta limites claros.

O principal deles é a água. A região sofre com escassez hídrica estrutural, agravada pelo recuo de geleiras e pela gestão ineficiente de rios compartilhados com países vizinhos. Este cenário coloca em risco a viabilidade ambiental de uma cidade com grandes áreas verdes e alta demanda hídrica.

Outro ponto crítico é o financiamento. New Tashkent depende fortemente de capital externo. Isso aumenta a dívida soberana e corporativa do país. Para viabilizar o projeto, o governo criou o Fundo Nacional de Investimento do Uzbequistão (UzNIF), responsável por estruturar a captação de recursos e atrair investidores internacionais.

Há também impactos diretos sobre o território produtivo. Parte da expansão urbana ocorre sobre terras agrícolas férteis, o que gera tensões com a segurança alimentar e levanta questões de distribuição de custos e benefícios desse processo.

New Tashkent se apresenta como um experimento urbano de grande escala. Ele combina planejamento avançado, tecnologia de gestão e discurso ambiental. Ao mesmo tempo, depende de recursos naturais escassos, capital externo e conversão de solo produtivo.

A questão central permanece aberta: o projeto conseguirá se consolidar como um modelo de urbanismo resiliente para regiões áridas ou acabará funcionando como um enclave moderno isolado em um território sob crescente pressão ambiental.

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