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Por que a casa caixote virou padrão no Brasil?

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Por que a casa caixote virou padrão no Brasil?

Nas últimas duas décadas, a paisagem residencial brasileira mudou de forma silenciosa. Telhados com beiral deram lugar a lajes escondidas, varandas desapareceram e fachadas de vidro passaram a representar modernidade. O “cubo” branco ou cinza virou sinônimo de casa “atual”.

Mas forma nunca é neutra …

A arquitetura tradicional brasileira se desenvolveu em diálogo com o clima tropical: sombra profunda, ventilação cruzada, coberturas inclinadas, transições entre interior e exterior. Esses elementos não eram decorativos, eram respostas técnicas ao sol intenso, à chuva e umidade.

Ao eliminá-los, trocamos desempenho climático por imagem.

Grandes panos de vidro sem proteção externa, lajes expostas e ausência de beirais aumentam ganho térmico, aceleram desgaste da construção e ampliam a dependência de ar-condicionado. O que parece escolha estética impacta consumo energético, conforto e manutenção.

Existe também uma lógica econômica clara: simplificar a obra reduz custo e acelera entrega. Parte do investimento sai da construção e vai para o uso, a consta chega depois na energia, na manutenção, na cidade mais quente.

A questão não é ser contra o contemporâneo, é perguntar se estamos chamando de moderno aquilo que ignora princípios básicos de adaptação climática!

Quer se aprofundar no tema?

Assista ao vídeo completo e entenda como esse modelo de residência se consolidou e quais alternativas fazem mais sentido para o contexto brasileiro!

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Notícia

Amsterdã tem primeiro edifício comercial "desmontado" em vez de demolido

Foto: MVRDV

Amsterdã mostrou que em 2026 o futuro da construção não passa mais pela demolição, mas pela desmontagem.

Hoje, o setor corresponde por cerca de 40% das emissões globais ligadas à energia, consome perto de 50% dos materiais extraídos e gera um terço dos resíduos do planeta. Mesmo assim, só 1% dos materiais de demolição é reutilizado na forma original, o resto, vira entulho ou sofre downcycling.

A cidade virou referência ao provar que prédios inteiros podem ser desmontados com reaproveitamento entre 80% e quase 100% dos componentes. Projetos como o Matrix One, com 13 mil m² e mais de 120 mil peças reutilizáveis, já nascem com estrutura, fachadas e interiores presos por conexões mecânicas, não por colas ou soldas irreversíveis.

Reformas como a da sede da Alliander mantiveram mais de 80% das superfícies existentes, até mesmo um tribunal temporário foi desmontado e remontado como prédio universitário em outra cidade.

Isso abriu espaço para a chamada “mineração urbana”. Empresas como a New Horizon Urban Mining conseguem recuperar areia, brita e até cimento não reagido do concreto, resultando em uma redução de 60% a 80% nas emissões em comparação com o cimento tradicional.

A base técnica disso é o Design para Desmontagem (DfD): projetar com parafusos, pinos e encaixes para separar estrutura, sistemas e interiores sem destruir tudo junto. O suporte legal vem com o Passaporte Digital de Produto (DPP), que passou a ser exigido na União Europeia em 2024. Cada componente terá dados de origem, composição, desempenho e carbono incorporado, o que viabiliza o reúso com segurança técnica.

Neste cenário a conta climática fecha rapidamente, pois reutilizar aço estrutural pode reduzir de 95% a 97% das emissões frente ao aço novo. Já no concreto, a mineração urbana corta até 80%, e na madeira engenheirada, o balanço pode até ser carbono negativo, se a cadeira florestal for bem gerida.

Em 2026, pressões regulatórias e custos de materiais empurraram o setor para tratar edifícios como “bancos de materiais”, ao invés de custo de demolição, aço, vidro e alumínio virarem ativos com valor futuro.

É importante lembrarmos que não dá para zerar emissões da construção só trocando a fonte de energia. Sem reduzir o carbono incorporado dos materiais, a conta não fecha, e uma das únicas formas de fazer isso em escala é parar de destruir prédios e começar a desmontá-los.

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