Por que as cidades estão infestadas de SUVs?

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Por que as cidades estão cheias de SUVs?

Os SUVs estão por toda parte. Ocupam mais espaço nas ruas, consomem mais combustível e custam mais caro. Mas isso não é só uma questão de gosto. É o resultado de decisões feitas por governos e montadoras ao longo de décadas.

Nos anos 1960, os Estados Unidos criaram uma tarifa para proteger seus fabricantes de carros. Isso dificultou a entrada de modelos europeus mais leves e baratos. Foi aí que as picapes e vans ganharam força no mercado. A lei deu espaço para a criação de veículos grandes e mais lucrativos.

Nos anos 1970, o país aprovou regras para reduzir o consumo de combustível. Mas essas regras eram mais rígidas para carros comuns e mais flexíveis para caminhões leves. As montadoras perceberam que, se mudassem a forma desses veículos, poderiam vender caminhões com aparência de carro familiar. Assim nasceu o SUV.

Esses veículos usam a estrutura de picapes, mas são fechados e confortáveis por dentro. Por lei, continuam sendo classificados como caminhões. Isso permitiu escapar das regras ambientais mais duras. Resultado: mais lucro para a indústria, mais emissões para o planeta.

No Brasil, alguns SUVs passaram a ser projetados com tração 4x4 e outras características para se enquadrar na categoria de caminhonete. Isso permitiu que fossem vendidos com motor a diesel, que é barato e valorizado no mercado. Para isso, os carros ficaram mais pesados e complexos. Isso aumentou o impacto nas ruas e o custo para a cidade.

Veículos mais pesados causam mais danos ao asfalto. Segundo cálculos da engenharia viária, um carro um pouco mais pesado pode causar até 60% mais desgaste na pista. Esse custo é pago por todos, não só por quem dirige o SUV.

Hoje, quase metade dos carros vendidos no mundo são SUVs. Mesmo os elétricos seguem o mesmo padrão: são grandes, pesados e exigem mais materiais para serem produzidos. Isso reduz os benefícios ambientais esperados dos veículos elétricos.

As cidades estão sendo moldadas por esse tipo de veículo. Ruas mais danificadas, mais poluição e mais espaço ocupado por poucos. Tudo isso vem de escolhas feitas por governos e empresas para garantir lucro.

Quer conferir a análise completa do impacto dos SUVs no mundo todo?

Assista nosso vídeo completo sobre o assunto e entenda por que os SUVs cresceram tanto, quem se beneficia com isso e quais os impactos para as cidades e para o clima.

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Notícia

Egito regulamenta construção verde com inventivos até junho de 2026

Nova política transforma sustentabilidade urbana em requisito obrigatório em cinco cidades estratégicas

Em dezembro de 2025, o governo egípcio estabeleceu um novo marco regulatório para o setor imobiliário com foco em sustentabilidade. A medida, liderada pela Autoridade de Novas Comunidades Urbanas (NUCA) e pelo Ministério da Habitação, cria um sistema de incentivos que visa acelerar a adoção de práticas sustentáveis na construção civil do país.

A política faz parte da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Urbano Verde e está alinhada à Visão Egito 2030 e aos compromissos climáticos do país no Acordo de Paris. O principal instrumento técnico utilizado será o Green Pyramid Rating System (GPRS), um sistema de certificação ambiental criado para responder às particularidades ambientais do Egito, com ênfase na escassez hídrica.

O que muda na prática

A adesão ao sistema GPRS deixa de ser opcional e passa a ser obrigatória a partir de 30 de junho de 2026 em cinco cidades prioritárias: Nova Capital Administrativa, Nova El Alamein, Nova Mansoura, Nova Damietta e Nova Cairo. Até lá, o governo oferece incentivos temporários válidos até 30 de maio de 2026 para projetos que antecipem sua adaptação.

Os benefícios incluem:

  • Agilidade na aprovação de licenças;

  • Bonificações de zoneamento, como aumento da altura ou densidade permitida;

  • Descontos em taxas administrativas;

  • Condições facilitadas para aquisição de terrenos públicos;

  • Acesso prioritário a linhas de financiamento verde.

Regras para acesso aos incentivos

A política é direcionada a projetos novos ou em estágio inicial, com menos de 20% de execução e área superior a 50 feddans (cerca de 210.000 m²). A exclusão de projetos mais avançados tem como objetivo garantir que as mudanças aconteçam onde elas são mais viáveis, como na etapa de planejamento, onde o impacto ambiental e a flexibilidade técnica são maiores.

Além disso, os incentivos não se aplicam de forma retroativa a fases já concluídas de empreendimentos em andamento. A estratégia do governo é clara: priorizar mudanças estruturais e evitar gastos públicos com adaptações pontuais de projetos antigos.

GPRS como padrão técnico

Desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa em Habitação e Construção (HBRC), o GPRS se torna o sistema de referência nacional. A certificação é baseada em sete categorias de avaliação, entre elas:

  • Eficiência hídrica;

  • Eficiência energética;

  • Qualidade ambiental interna;

  • Uso de materiais locais e recicláveis;

  • Gestão de resíduos e automação predial.

A eficiência hídrica representa até 30% da pontuação total, refletindo a prioridade estratégica do país diante da crise de abastecimento. O sistema classifica os projetos em quatro níveis: Base, Prata, Ouro e Platina. Apenas os níveis Prata e superiores desbloqueiam os principais incentivos.

Impacto no mercado e nos investimentos

O Egito tem um pipeline imobiliário de mais de US$ 565 bilhões, e a exigência de certificações sustentáveis nas novas cidades visa atrair capital estrangeiro alinhado com critérios ESG. Fundos soberanos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes, além de investidores europeus, demonstraram interesse crescente em ativos certificados no país.

Além disso, bancos egípcios e internacionais (como CIB e HSBC) estão estruturando produtos como hipotecas verdes e títulos sustentáveis, que poderão ser acessados com condições preferenciais por projetos certificados.

Principais desafios

Apesar da clareza regulatória, a implementação da política enfrenta desafios:

  • A cadeia de suprimentos ainda depende da importação de materiais como vidro de alto desempenho e sensores para automação;

  • Falta de mão de obra técnica qualificada para aplicar e fiscalizar os critérios do GPRS;

  • Existe risco de encarecimento das unidades habitacionais, especialmente para a classe média, caso os incentivos não compensem os custos adicionais.

O que está em jogo

A janela de incentivos criada pelo governo até maio de 2006 é vista como um período de transição estratégica. Os empreendedores que adaptarem seus projetos durante esse intervalo terão acesso a benefícios e poderão se posicionar melhor no mercado.

Após essa data, a certificação se torna uma exigência legal para operar nas zonas urbanas de maior crescimento do país.

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