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Terras raras brasileiras chamam a atenção dos EUA
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Vídeo
Por que o subsolo brasileiro entrou no radar dos Estados Unidos

Foto: Portal Solar
Na corrida global pela transição energética, o Brasil ocupa um lugar que poucos países podem reivindicar: o de detentor de reservas estratégicas de terras raras pesadas. Elas são compostas de elementos essenciais para a construção de tecnologias como veículos elétricos, turbinas eólicas e sistemas militares de alta performance.
Esse cenário geopolítico faz do subsolo brasileiro um grande chamariz para grandes potências mundo afora. A disputa deixou de ser apenas pelo petróleo, agora, minerais críticos reorganizam as cadeias produtivas globais. Os Estados Unidos, por exemplo, enfrentam uma forte dependência da China neste setor, o que torna o acesso às reservas brasileiras um ponto central da sua estratégia de segurança nacional.
Por outro lado, o Brasil avança lentamente, pois, embora possua uma das maiores reservas do mundo, sua capacidade de extração e refino ainda é limitada. E pior: os principais projetos em curso no país já operam sob controle estrangeiro, com pouca ou nenhuma exigência de transferência tecnológica, valorização industrial local ou respeito aos limites ambientais e sociais.
Repetir velhos padrões passa a ser um risco: pode até ser fornecedores de matéria-prima para as potências do Norte Global, porém, enquanto isso, arcamos com os passivos ambientais e sociais dessa exploração. A chamada “mineração verde” pode ser - e já é -, na prática, apenas uma nova embalagem para dinâmicas antigas de dependência.
Quer se aprofundar no tema?
Assista ao vídeo completo sobre o assunto e entenda melhor por que as terras raras brasileiras estão no centro de um jogo geopolítico entre EUA, China e a Amazônia!
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Notícia
Conheça a casa de terra batida feita na Inglaterra

Foto: Jim Stephenson
No interior da Inglaterra, uma casa construída com terra mostra que é possível aplicar arquitetura de alto desempenho apenas com materiais naturais e locais. O projeto, intitulado Casa de Terra Batida (Rammed Earth House), fica localizado em Wiltshire e foi criado pelo escritório de arquitetura inglês Tuckey Design Studio. Ele utiliza terra crua compactada, sem cimento ou materiais industriais.
A casa foi construída no terreno de uma antiga fábrica de tijolos. Ao invés de remover o entulho, os arquitetos usaram a argila do próprio local e agregados reciclados para formar as paredes. Isso reduziu o uso de transporte e as emissões de carbono, além de ter aproveitado os recursos já disponíveis.
A técnica utilizada chama-se terra batida não estabilizada, isso significa que não há cimento na mistura. A terra é compactada em camadas finas e endurece com o tempo, de forma natural, dessa forma, as paredes ficam espessas garantindo isolamento térmico e conforto sem necessidade de ar-condicionado.

Foto: Jim Stephenson
O projeto também inclui:
Telhado com beiral largo para proteger da chuva;
Sistema de drenagem e base elevada que evita umidade;
Painéis solares e bomba de calor para reduzir o uso de energia externa;
Coleta de água da chuva para uso no jardim.
Com isso, o carbono incorporado do projeto ficou abaixo dos níveis comuns em construções com concreto e tijolo.
Para a construção da casa, foi utilizada argila do próprio chão do terreno, ela foi escavada, misturada e compactada no local. A equipe utilizou equipamentos simples e técnicas manuais, com apoio da empresa austríaca Lehm Ton Erde, referência em construções em terra crua (rammed earth).
Como o Reino Unido não possui mão de obra especializada nesta técnica, os profissionais locais foram treinados durante o decorrer da obra, gerando um impacto positivo além da própria construção.

Foto: Jim Stephenson
A Casa de Wiltshire mostra que:
É possível construir com terra crua mesmo em lugares de clima úmido;
Utilizar recursos locais reduz emissões e transporte;
Materiais naturais oferecem conforto e eficiência energética;
Treinar mão de obra local fortalece a cadeia da construção sustentável.
O projeto não depende de materiais complexos ou tecnologias caras, ele transforma o que está no solo em arquitetura de qualidade. Um modelo que pode inspirar soluções acessíveis e sustentáveis em outros contextos.
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