UGREEN + Meteoro Brasil
Meteoro Brasil convida Filipe Boni!
Você piscou e o Filipe participou em mais um programa!
Dessa vez, entrevistado pelo canal Meteoro Brasil no programa Microscópio, a conversa cobriu construção inadequada ao clima, especulação imobiliária e vulnerabilidade das cidades brasileiras.
A entrevista iniciou abordando o fato do Brasil ter oito zonas bioclimáticas e como cada uma exige estratégias diferentes. Quando o projeto ignora o clima local, o resultado é desconforto e consumo de energia alto. Esse problema tem raiz no mercado imobiliário, onde boa parte das decisões de projeto serve para vender, não para quem vai morar. A varanda gourmet foi o exemplo principal: uma área que aumenta a metragem vendável, mas reduz os quartos e não atende nenhuma necessidade prática do morador.
A consequência disso aparece nas cidades. As regiões mais quentes são as periféricas, as mesmas que concentram moradores de baixa renda e sofrem mais com enchentes e deslizamentos. Filipe citou São Sebastião e Juiz de Fora como exemplos de como a ocupação desigual do solo amplifica os impactos climáticos.
Mesmo quando as cidades recebem melhorias, o risco persiste. Boni explicou como parques e revitalizações podem expulsar moradores pelo aumento do custo de vida, e apresentou ferramentas como ZEIS, PEUC e Community Land Trust como formas de proteger quem já vive nessas áreas.
Para ele, o Brasil tem corpo técnico competente para lidar com esses problemas. O que falta é vontade política.
Caso você se interesse por debates sobre os respectivos assuntos, fica aqui nosso convite para assistir à edição completa do podcast!
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Notícia
Holcim e ELEMENTAL apresentam tecnologia que transforma edifícios em sumidouros de carbono
Na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, a fabricante de materiais Holcim e o escritório ELEMENTAL, do arquiteto chileno Alejandro Aravena, apresentaram um protótipo de habitação construído com um novo tipo de concreto. O material é feito com biochar e sequestra carbono em vez de emitir.
Biochar é um material parecido com carvão. Ele é produzido a partir do aquecimento de resíduos orgânicos sem oxigênio, um processo chamado pirólise. Esse processo prende o carbono da biomassa em forma estável, sem deixar que ele vá para a atmosfera. Cada quilo de biochar produzido evita a emissão de até 3 kg de CO₂. Incorporado ao concreto, o material continua sequestrando carbono durante toda a vida útil da construção.
A urgência do tema é real. O setor da construção é responsável por quase 40% das emissões globais de CO₂. A maioria das soluções criadas até hoje foca em reduzir o consumo de energia dos edifícios. O carbono emitido na produção dos materiais de construção, como cimento e aço, ficou sem resposta. O biochar ataca esse problema.
Segundo o IPCC, a tecnologia pode eliminar 2,6 bilhões de toneladas de CO₂ por ano. A Holcim já testa aplicações em 11 países. A tecnologia foi premiada no Green GOOD DESIGN Awards 2026, organizado pelo Chicago Athenaeum.
O projeto apresentado em Veneza também carrega uma mensagem social. O modelo de habitação da ELEMENTAL já foi replicado mais de 4.000 vezes na América Latina. A proposta mostra que construir mais, para mais pessoas, não precisa significar emitir mais carbono.
Vídeo
A “cidade” de 170 km que antes mesmo de inaugurar, virou data center

A megalomaníaca The Line foi apresentada em 2020 como uma cidade linear de incríveis 170 km, 500 m de altura e com a capacidade de comportar 9 milhões de habitantes. Sem carros e emissões, com energia 100% renovável.
Seis anos depois … a obra parou.
O fundo soberano que financia o projeto precisava de petróleo a US$ 90 o barril para manter o orçamento. O preço ficou entre US$ 60 e US$ 65. A Aramco cortou 33% dos dividendos. O caixa perdeu US$ 6 bilhões. Em dezembro de 2024, o fundo aprovou corte de 20% nos investimentos e 60% nos projetos menos viáveis.
O The Line encolheu de 170 km para 2,4 km. De 9 milhões de habitantes para 300 pessoas. E agora, deixou de ser uma cidade.
As 6.000 estacas de concreto já cravadas no solo, com 2,5 e 3 m de diâmetro cada, vão servir servidores e sistemas de resfriamento. O espaço que seria para pessoas vai processar dados de inteligência artificial.
Se interessou pelo assunto?
Assista ao vídeo completo e entenda por que uma cidade de 170 km virou infraestrutura de dados, e o que isso revela sobre como projetos urbanos são financiados e descartados!


