UGREEN + Roca Brasil Cerámica
UGREEN apresenta case de descarbonização da Roca Brasil Cerámica no workshop federal de MRV
Ontem, no primeiro dia do mês de abril, a arquiteta e cofundadora da UGREEN, Sami Meira, apresentou em Brasília os dados de descarbonização da Roca Brasil Cerámica e da Incepa no 3º Workshop Técnico de MRV.
O evento é parte do processo de regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e reuniu representantes do governo federal e da indústria cerâmica.
Cerâmica brasileira tema menor pegada de carbono do mundo
Os dados apresentados mostram que o Brasil produz cerâmica com 3,26 kgCO₂e/m², segundo a ANFACER. A média global chega a 14,40 kgCO₂e/m², puxada pelo uso de carvão na China e na Índia. Já a Itália registra 5,00 kgCO₂e/m² e Espanha, 5,50.
A Roca Brasil Cerámica fechou 2024 com 4,55 kgCO₂e/m² no inventário GHG, abaixo dos dois países europeus. A matriz energética limpa do Brasil é o principal fator dessa vantagem.
Biomassa substituiu o coque e reduziu 33% das emissões
A Roca começou a medir suas emissões em 2019. Em 2020, a primeira Análise de Ciclo de Vida identificou o coque de petróleo como o maior emissor do processo, com 100 tCO₂e/GJ.Em 2021, a biomassa em pellets e briquetes substituiu o coque nas duas plantas.
A biomassa emite 1,3 kgCO₂e/GJ de emissões fósseis residuais, contra 52 kgCO₂e/GJ do gás natural. De 2020 a 2024, a intensidade de emissões caiu de 61,39 para 41,25 tCO₂e/GJ, uma redução de 33%.
UGREEN propõe transformar jazidas de argila em ativos de carbono
A UGREEN levou ao workshop uma proposta técnica para o governo federal. Hoje, a recuperação de jazidas de argila é uma obrigação legal para as empresas do setor. O reflorestamento e a recomposição do solo dessas áreas têm alto potencial de sequestro de carbono.
A proposta é que o governo reconheça essas áreas como geradoras de créditos de carbono dentro do SBCE, convertendo um passivo ambiental em ativo econômico.
Roca e Incepa chegaram ao workshop com dados consolidados
A apresentação mostrou que as duas empresas têm inventários GHG estruturados desde 2023, com Escopo 3 em desenvolvimento desde 2024. Elas foram pioneiras na construção dos dados primários do setor cerâmico nacional, reportados à ANFACER.
Esse histórico coloca as duas empresas à frente das exigências do MRV e do CBAM, o mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras da União Europeia.
Consultoria UGREEN
UGREEN assina consultoria em sustentabilidade para a L’Occitane

A loja da L'Occitane, localizada no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, foi desenvolvida com consultoria de sustentabilidade da UGREEN. O resultado demonstra como a responsabilidade ambiental e design de alto padrão podem caminhar lado a lado.
O projeto integra materiais certificados (rodapés com 96% de conteúdo reciclado e certificação EPD), mobiliário em madeira sustentável com baixos teores de VOC, iluminação LED, bancadas de cimento ecológico e infraestrutura dedicada a refis e logística reversa de embalagens.

Cada decisão foi orientada por critérios técnicos de sustentabilidade, sem abrir mão da experiência de marca.
Para a L'Occitane, o espaço reforça um compromisso que já faz parte do DNA da empresa. Para o setor, é uma referência concreta sobre como o varejo físico pode evoluir.
Seu próximo projeto comercial pode seguir o mesmo caminho!
Notícia
Mario Cucinella cria casa impressa em 3D com terra do próprio terreno

Fotos: Iago Corazza
Mario Cucinella, um dos nomes mais influentes da arquitetura sustentável contemporânea. Fundador de escritórios de arquitetura com sedes em Bolonha e Nova York, além da SOS, Escola de Sustentabilidade voltada à pesquisa em design bioclimático, construiu uma trajetória consistente em torno de uma ideia central: a arquitetura precisa responder ao clima, ao lugar e às pessoas.
Em abril de 2021, esse trabalho de décadas resultou em algo sem precedente na história da construção civil.

Imagens: Mario Cucinella Architects
Em parceria com a WASP, empresa italiana de impressão 3D, Cucinella concluiu TECLA, o primeiro protótipo habitacional do mundo impresso em 3D usando só materiais do próprio terreno. A estrutura fica em Massa Lombarda, na província de Ravenna, no norte da Itália.
São duas cúpulas interligadas com 4,2 metros de altura e cerca de 60 m² de área útil, divididos entre sala, cozinha e quarto. Duas impressoras Crane WASP trabalharam em sincronia, extrudando 350 camadas de argila local misturada com água, fibra de casca de arroz e um aglutinante natural. O processo levou 200 horas e consumiu menos de 6 kW de energia.

Imagens: Iago Corazza
Toda a argila utilizada foi extraída do próprio canteiro, fazendo com que nenhum material tenha sido transportado até o local e nenhum entulho gerado.
Quando o edifício chegar ao fim da vida útil, ele se decompõe de volta ao solo, as paredes onduladas funcionam ao mesmo tempo como estrutura, cobertura e vedação, além do preenchimento interno feito de casca de arroz, que garante o isolamento térmico.
O projeto partiu de pesquisas da SOS sobre habitação de baixo impacto em diferentes climas. Para o arquiteto, TECLA é a prova de que uma outra forma de construir é viável.
O contexto explica a urgência: a ONU projeta 11,2 bilhões de pessoas no planeta até 2100, com quase 5 bilhões vivendo em cidades já em 2030, e a construção civil está entre os maiores emissores de carbono do mundo.
Vídeo
Os shoppings estão destruindo as cidades e você nem sabia!

Nos anos 50, o arquiteto Victor Gruen projetou os primeiros shoppings americanos com uma ideia simples: recriar a atmosfera das praças europeias nos novos subúrbios que cresciam junto com o automóvel.
A lógica do capital mudou esse projeto rapidamente. Se tornando uma estrutura fechada, sem janelas, sem relógio, projetada para manter as pessoas circulando e comprando o máximo de tempo possível.
Hoje, os shoppings drenam recursos do comércio local, privatizando a vida urbana e concentrando riqueza nas mãos de fundos imobiliários.
Quando um shopping abre, o fluxo de pedestres nas ruas diminui, as calçadas ficam vazias e o comércio de bairro perde clientes. Resultando em lojas fechando, o dinheiro que antes circulava numa padaria ou num mercadinho agora vai para uma rede de franquias e, no fim, numa carteira de FIL.
Quer se aprofundar no assunto?
Assista ao vídeo completo no Youtube e entenda a fundo a origem dos shoppings, a estrutura financeira por trás deles e os impactos urbanos que raramente aparecem no debate!


