UGREEN + Opinião Litoral
Filipe Boni no Opinião Litoral: sustentabilidade e exclusão urbana em pauta
Há algumas semanas, mais especificamente no dia 13/03, nosso arquiteto e urbanista fundador Filipe Boni foi convidado para participar de uma entrevista no programa Opinião Litoral, da TV Cultura Litoral. Ao longo do episódio foram abordados temas que vão desde o espaço de trabalho até o planejamento das cidades brasileiras.
Arquitetura da Humilhação foi o primeiro tema. Filipe explicou como o desenho urbano penaliza quem depende de transporte público. Trabalhadores que percorrem longas distâncias diariamente enfrentam uma desvantagem concreta em relação a quem mora perto do trabalho. O espaço urbano, segundo ele, não é neutro, pois ele exclui ao invés de incluir.
Sobre verticalização, Boni apontou que cidades litorâneas como Balneário Camboriú e Santos concentram torres cada vez mais altas em terrenos que a infraestrutura urbana não suporta. Resultando na queda da qualidade do ar e na sobrecarga das redes e imóveis comprados como investimento, não como moradia.
O renomado arquiteto também conectou a ocupação de áreas de risco às tragédias ambientais recentes no país. Para ele, enchentes e deslizamentos se agravam quando a especulação imobiliária empurra populações vulneráveis para regiões instáveis. A ausência de investimento em prevenção transforma riscos previsíveis em tragédias anunciadas.
Por fim, ele defendeu que sustentabilidade nas construções não encarece obras. Quando aplicada desde a concepção do projeto, pode até reduzir custos. Urbanismos, transporte e concepção arquitetônica são, para ele, as três frentes essenciais para transformar as cidades brasileiras!
Se você se interessa por debates sobre os respectivos assuntos, fica aqui nosso convite para assistir à edição completa do programa!
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Notícia
Antiga biblioteca dos anos 70 vira um dos edifícios mais sustentáveis do mundo
Uma organização de paz global transformou um prédio abandonado em Iowa no segundo edifício do planeta a receber o selo de sustentabilidade mais rigoroso da construção civil.

Imagens: Neumann Monson Architects
O Stanley Center for Peace and Security, organização sediada em Muscatine, Iowa (EUA), concluiu o retrofit de sua nova sede, a antiga Musser Public Library, construída na década de 1970 e desativada há anos.
O projeto, assinado pelo escritório Neumann Monson Architects, foi certificado pelo Living Building Challenge (LBC), padrão que exige que o edifício produza mais energia do que consome, trate sua própria água e utilize apenas materiais livres de substâncias tóxicas.
O resultado: 340 painéis solares no telhado geram 110% da energia necessária ao funcionamento do prédio. Um sistema de captação desvia mais de 100 mil galões de água da chuva por ano para cisternas internas, abastecendo 100% das necessidades hídricas de torneiras a vasos sanitários. Nenhuma ligação de água ou energia da rede municipal é necessária.
A escolha pelo retrofit, em vez da demolição e nova construção, foi decisiva para o impacto ambiental: 94% da massa original do edifício foi preservada, evitando a emissão de carbono equivalente à capacidade de absorção de 560 mil árvores.
O projeto é relevante porque inverte uma lógica consolidada na construção civil: a de que sustentabilidade máxima exige construir do zero. Com edifícios responsáveis por cerca de 40% do consumo global de energia, demonstrar que estruturas antigas podem ser transformadas em ativos climáticos positivos abre um caminho replicável para cidades ao redor do mundo que precisam modernizar seu estoque construído sem ampliar sua pegada de carbono.

Imagens: Neumann Monson Architects
O Stanley Center está a caminho de se tornar o primeiro Living Building totalmente certificado em Iowa e apenas o segundo projeto de edificação existente no mundo a atingir essa distinção.
Vídeo
A casa mais famosa do mundo estava caindo!
A Fallingwater é apresentada como o maior exemplo de arquitetura orgânica. Lajes de concreto sobre uma cachoeira. Natureza e construção em harmonia.
Essa imagem é parcialmente falsa.
Durante a obra, os engenheiros alertaram Wright: o projeto estava subdimensionado. Ele ignorou. Ameaçou abandonar o projeto se o desenho fosse alterado. Os construtores dobraram a quantidade de aço sem ele saber. Mesmo assim, quando as fôrmas foram removidas em 1936, a laje já havia cedido.
Em 1995, a deflexão acumulada chegou a 18 cm. A casa estava perto do colapso. Em 2002, cabos de pós-tensão foram instalados por baixo do piso da sala de estar, com as pedras numeradas e removidas uma por uma.
A casa que deveria nascer da rocha só continua em pé por causa de engenharia industrial pesada aplicada décadas depois. E uma restauração em 2024 custou 7 milhões de dólares.
Quer se aprofundar no tema?
Assista ao vídeo completo no YouTube e entenda os erros de cálculo, os problemas de umidade, o contexto econômico da construção e o que a Fallingwater diz sobre sustentabilidade real na arquitetura!


